segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Livro I - Meu nome não é Johnny

Titulo: Meu nome não é Johnny

Autor: Guilherme Fiuza
Páginas: 336
Editora: Record


'Meu nome não é Johnny' é a biografia de João Guilherme Estrella, jovem bem-nascido da Zona Sul carioca que virou um mega fornecedor de drogas nos anos 90. Utilizando recursos ficcionais, Fiuza conta a saga de Estrella em ritmo de thriller.


Esse livro me chateou profundamente e até mesmo tirou meu gás para ler os outros livros do desafio deste mês. Eu estava tão empolgada em ler, baseada naquela capa com o Selton Mello e tudo o mais pensei: “Nossa, deve ser ótemo!” Errei feio!

Essa é só a minha opinião, mas pra mim de thriller não tem nada, apesar de levar até o final por querer muito saber o que aconteceria com o João, (não é Johnny, ok?) fui me arrastando pelo livro, com uma dificuldade enorme de entender aquele vai e vem todo ( a história tem muitos flashbacks, sem aviso!)

Ainda quero ver o filme, e ver se encontro na atuação do Selton a simpatia que me faltou na narração do Fiúza.

Fora isso, embora eu tenha simpatizado com o João, apesar dos pesares, se eu me levasse apenas pelo livro e pelas poucas falas de João recheadas de palavrões e “f@d@cês”, jamais encontraria as emoções do homem João por trás das palavras descritas no livro, é preciso fazer um esforço sobrecomum pra não ficar com uma imagem de um João totalmente alienado do mundo, totalmente sem noção!

É claro que e uma biografia, não dá pra querer que o autor inventasse um monte de detalhes pra que o “quase bandido” se torne um estereótipo atraente, mas penso que ele poderia ter explorado um lado mais humano do João, buscado mais frases dele que não se resumissem a um palavrão...enfim.

Quero deixar claro que o livro não é de todo ruim, as partes históricas que ele vai narrando paralela a vida de João, é muito pertinente. Porem não gosto deste estilo, não quero dizer que o livro não é bom, somente não simpatizo com a escrita que valoriza palavrões e bandidagem e dá pouca ênfase na regeneração

Um comentário:

  1. Oiê! A história de vida do cara não me atrai, mas gosto do autor...ou melhor, da sua coluna na revista Época...rs
    Bjs

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